35 PERFIL CONSTRUÇÃO INDUSTRIALIZADA Num momento crucial, marcado pelo desafio de dar resposta à crise da habitação, a construção industrializada surge como uma alavanca para resolver esta emergência social, graças à maior previsibilidade e ao cumprimento de prazos em menos tempo do que através dos métodos tradicionais. No entanto, como contribuir diretamente para o crescimento das empresas do setor e potenciar a sua capacidade? A resposta passa pela criação de co-factories (FaaS – Factory as a Service) em pontos geograficamente estratégicos. Trata-se de uma solução pioneira que, nas palavras do presidente do Clúster de Construcció Industrialitzada de Catalunya, Pere Armora, se resume da seguinte forma: “é uma operação direta do cluster que permitirá prestar serviços ao setor das PME industriais. É autofinanciável e contribui para que as empresas emergentes disponham de um espaço de armazenamento e de montagem (produção), apoiando o crescimento empresarial através de métodos modernos de construção”. Para já foi inaugurada a primeira co-factory da Europa, concretamente na fábrica da Zarca, em Castellbisbal (Barcelona), que beneficia ainda de uma localização privilegiada, rodeada por 17 parques industriais. Esta proximidade permitirá criar sinergias com outras empresas da região, promovendo o conceito de quilómetro zero como motor da industrialização do setor. Com o firme propósito de apoiar as empresas e ampliar a sua capacidade produtiva, surge a co-factory como uma fábrica aberta, onde é possível alugar espaço por um determinado período para armazenamento de materiais e para a montagem ou pré-montagem destinada à construção industrializada, bem como dispor de recursos humanos para o desenvolvimento da atividade. “Neste momento, e pensando sobretudo nas PME, estas não estão a investir em Capex devido à incerteza do setor, mas podem assumir um Opex que lhes permita participar nos projetos que surjam. Através do sistema de renting, contribuímos para aumentar a sua capacidade produtiva, cobrir uma área geográfica mais vasta e, simultaneamente, dinamizar o motor económico do país”, acrescenta Pere Armora. Nesse sentido, constrói-se um tecido industrial em torno da co-factory, criando um ecossistema de empresas do setor da eletricidade, das reformas, entre outros, à imagem e Uma das naves da Zarca dedicada à construção de módulos pré-fabricados para habitação e instalações temporárias.
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