BJ31 - Novoperfil Portugal

PERFIL 24 REPORTAGEM Em matéria de sustentabilidade, “procuramos atuar em duas áreas: reduzir o impacto ambiental dos materiais e melhorar o desempenho dos edifícios durante a sua utilização”, refere Rui Oliveira, comentando que “soluções como o Enveo dispõem de documentação técnica reconhecida internacionalmente e contribuem para a redução das emissões de CO₂ associadas à operação dos edifícios”. A principal novidade apresentada pela Saint-Gobain na Tektónica 2026 para a área da envolvente do edifício foram, justamente, os sistemas Enveo, uma nova geração de soluções de construção leve para fachadas “que materializa a estratégia Lead & Grow e a nossa visão de soluções integradas para a construção”. Estes sistemas combinam tecnologias das marcas Isover, Placo e Weber numa única solução, “o que permite responder de forma integrada aos desafios atuais do setor: eficiência energética, rapidez de execução, desempenho técnico e sustentabilidade”. Entre os principais benefícios destacam-se “a redução de cerca de 40% do tempo de execução em obra, a diminuição significativa da logística associada, com menos 70% de movimentação de paletes, e elevados níveis de desempenho térmico, acústico e resistência ao fogo”, adianta Rui Oliveira. A Saint-Gobain Portugal tem reforçado a sua capacidade para disponibilizar soluções integradas para a construção sustentável, enquanto responde aos principais desafios que o setor enfrenta, uma abordagem que “permite atuar de forma consistente em diferentes segmentos – residencial, não residencial e infraestruturas – e em diferentes áreas do edificado”, esclarece ainda. Em linha com esta evolução estratégica, a empresa apresentou também na Tektónica as marcas de tetos Gabelex, Ecophon e Eurocoustic, os aditivos de betão e cimento da marca Chryso, a sua oferta na área dos químicos para construção - através das marcas GCP e Fosroc - que se juntam às insígnias Isover (soluções de isolamento), Placo (soluções em gesso), Weber (argamassas industriais) e Climalit (soluções em vidro duplo). Desta forma, “a nossa atuação abrange áreas fundamentais como o isolamento térmico e acústico, sistemas de construção para interiores e exteriores, soluções para fachadas e envolvente do edifício, tetos (gesso, metálicos e acústicos), pavimentos, impermeabilização, colagem e betumação e a proteção e reparação de betão, além de ir ao encontro de atividades como obras de arte de engenharia (túneis, pontes e viadutos), vias de comunicação (ferrovias e rodovias), e projetos no campo das energias renováveis”. Num momento em que “o setor é desafiado a construir melhor, mais rapidamente e com menor impacto ambiental”, a integração destas diferentes áreas de especialização “permite otimizar recursos, melhorar a produtividade em obra e reduzir a pegada carbónica dos edifícios, sem comprometer o conforto, a durabilidade ou a viabilidade económica dos projetos”, conclui Rui Oliveira. WINDOOR “Respondemos às novas exigências com o controlo vertical de toda a cadeia de valor” Na opinião de Olga Semenchenko, administradora da WinDoor, existem várias tendências que estão a moldar o setor: “as diretrizes europeias estão a elevar a fasquia regulamentar com metas de edifícios de emissões nulas e normas mínimas de desempenho térmico e acústico”. E “a digitalização dos processos produtivos e comerciais está a transformar a forma como o setor opera, embora a adoção no tecido PME tenha um longo caminho a percorrer”. Já a reabilitação do parque edificado, “envelhecido e energeticamente ineficiente, está a afirmar-se como o grande motor de procura dos próximos anos”. Também a industrialização dos processos construtivos “avança, com o desafio permanente de manter a personalização que os projetos exigem”. E, transversalmente, “a escassez de mão de obra qualificada obriga todo o setor a investir em formação e em processos mais eficientes”. Para Olga Semenchenko, “são desafios exigentes, mas que apontam numa direção clara: um setor mais profissionalizado, mais técnico e com maior valor acrescentado”. Neste contexto, a WinDoor está a responder às novas exigências “com uma estratégia assente no controlo vertical de toda a cadeia de valor”. A empresa “fabrica, envidraça e instala com equipas próprias, o que nos permite garantir desempenho, prazos e qualidade de forma integrada”, explica a administradora.

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