8EDITORIAL A inovação, a eficiência e a sustentabilidade continuam a redefinir a Envolvente do Edifício. É precisamente esta transformação que destacamos na grande reportagem desta última edição antes das férias de verão, onde analisamos as principais tendências que marcaram o primeiro semestre do ano (apresentadas na Tektónica 2026) e o rumo que o setor está a seguir. A envolvente assume hoje um papel cada vez mais ativo no desempenho global dos edifícios, integrando soluções capazes de responder aos desafios da descarbonização, da eficiência energética, da digitalização e do conforto dos utilizadores. Com a ajuda de algumas das mais relevantes empresas especializadas do setor, damos a conhecer uma nova geração de soluções onde a integração tecnológica, a rastreabilidade dos materiais, a industrialização dos processos, a construção leve, a automação e a valorização do ciclo de vida dos edifícios ganham protagonismo. Mais do que produtos isolados, o mercado evolui para sistemas completos e inteligentes, preparados para responder às exigências regulamentares e às expectativas de uma construção mais sustentável, eficiente e competitiva. Neste número da sua revista regressa também o dossier ‘The Very Best’, que reúne uma seleção de soluções, produtos, equipamentos e tecnologias que espelham a excelência, a capacidade de inovação e a qualidade da oferta da indústria da Envolvente do Edifício em Portugal. Numa edição diversificada, apresentamos-lhe ainda um conjunto de dossiers dedicados a temas centrais para o setor: a construção industrializada, enquanto novo paradigma para edifícios mais rápidos, eficientes e sustentáveis; os sistemas de fecho especiais, com soluções que reforçam o desempenho, o conforto e a segurança; os sistemas de sombreamento, cada vez mais determinantes na eficiência energética e no bem-estar dos utilizadores; e as últimas tendências em portas, onde analisamos a evolução tecnológica, funcional e estética destes sistemas, acompanhando as novas exigências da arquitetura contemporânea. Também de leitura obrigatória é a reportagem dedicada ao novo sistema CLASSE+ da ADENE, que apresenta novos produtos, uma metodologia revista e uma plataforma digital destinada a reforçar a qualificação da informação técnica e a apoiar uma maior eficiência energética na envolvente dos edifícios. A nova geração da envolvente do edifício Estratégia Industrial Verde entra em fase de elaboração com horizonte até 2040 A futura Estratégia Industrial Verde vai definir prioridades para a industrialização verde, identificar oportunidades de investimento e estabelecer medidas destinadas a reforçar a competitividade da economia num contexto de transição energética. O processo agora formalizado inclui fases de auscultação, definição de metas e preparação de um roteiro de execução. O Governo aprovou em junho o arranque dos trabalhos da proposta da Estratégia Industrial Verde, um instrumento previsto na Lei de Bases do Clima destinado a apoiar a transição climática do setor industrial e a reforçar a competitividade sustentável das empresas. A proposta vai ter um horizonte temporal até 2040 e fica a cargo da ADENE - Agência para a Energia e do IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação, em articulação com o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), e a DireçãoGeral da Economia (DGE). O diploma fixa orientações, conteúdos e calendário para concretizar o instrumento previsto na Lei de Bases do Clima, maximizando o valor económico associado à transição energética, promovendo investimentos em atividades de elevado valor acrescentado, aproveitando a competitividade da eletricidade renovável para reduzir custos operacionais e mitigar o défice de produtividade nacional, e priorizando a modernização e descarbonização da base industrial existente, bem como a convergência com os instrumentos de política industrial europeus.
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