BJ31 - Novoperfil Portugal

PERFIL 49 REPORTAGEM que é feito na envolvente, onde está a maior parte das oportunidades na energia”, Paulo Santos anunciou a próxima missão do CLASSE+: “que até ao início do próximo ano, tenhamos um milhão de etiquetas emitidas”. Numa mesa-redonda dedicada à qualificação e capacitação da oferta que reuniu representantes da indústria, associações setoriais e academia, os desafios da implementação, a valorização do conhecimento técnico e o alinhamento entre inovação, regulação e execução estiveram em destaque. Como referiu João Ferreira Gomes, presidente da ANFAJE, “o setor está muito mais capacitado para dar a conhecer o que são as soluções tecnológicas”. Para José Dias, presidente da APAL, “a capacidade de utilizar material reciclado, mas que já cumpriu o [seu] ciclo de vida” é “um passo essencial”. De referir que, durante a conferência, a ADENE e a APAL assinaram um protocolo de colaboração, com o objetivo de impulsionar a transição energética e climática no setor do alumínio, através de iniciativas conjuntas de inovação, capacitação e eficiência. Considerando que o novo CLASSE+ constitui “uma garantia” para o setor, Rui Oliveira, diretor da Saint-Gobain Portugal, usou o exemplo dos ETICS para ilustrar a dificuldade em aferir o desempenho energético ao longo do tempo: "um sistema complexo composto por vários produtos com ficha técnica e de desempenho", mas que não garante, em obra, que o conjunto aplicado esteja "integralmente certificado e avaliado" em termos de desempenho. Já Carlos Miguel, membro do Conselho da EWFA, defendeu que as películas para vidros, “materiais reversíveis e inovadores”, são “parte de uma solução efetiva para a mudança energética”, sublinhando que a etiqueta CLASSE+ “é o reconhecimento da qualidade deste produto”. Por último, José Silvestre, professor catedrático no Instituto Superior Técnico e AECycle, deixou um alerta: “há muito ruído sobre os três tipos de rótulos ecológicos”, tipo I (certificação A Conferência CLASSE+ - ‘Mais produtos, melhor informação, a mesma classe’ contou com o apoio da Revista Novo Perfil. por entidade independente); tipo II (autodeclarações ambientais); e tipo III (declaração quantificada e verificável). Há que “tentar evitar a todo o custo as autodeclarações, que estão muito blindadas pelo greenwashing”. A Conferência CLASSE+ incluiu ainda a apresentação pública da 3ª edição dos ‘Prémios Janelas Eficientes’, uma iniciativa da ADENE que distingue a inovação, a qualidade e as boas práticas no setor, contribuindo para a melhoria do desempenho energético do edificado. Apelando à participação, António Batalha, gestor de equipa da ADENE, fechou o evento com estas palavras: “às empresas do setor e a todos os associados: enviem candidaturas”. n “Na UE, 75% dos edifícios são ineficazes energeticamente” – Márcio Gonçalves, Itecons

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