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PERFIL 21 REPORTAGEM FIBRAN IBERIA “A evolução da envolvente depende da forma como os materiais são integrados e compatibilizados nos pontos críticos” De acordo com Hugo Andrade, responsável de Marketing na Fibran Iberia, a primeira grande tendência do setor “é a passagem de uma análise centrada apenas no consumo energético durante a utilização do edifício para uma avaliação mais abrangente do seu desempenho ao longo de todo o ciclo de vida. A escolha dos materiais será cada vez mais influenciada não apenas pelo seu desempenho térmico, mas também pela durabilidade, utilização eficiente de recursos, manutenção, possibilidade de recuperação e informação ambiental disponível”, defende. A segunda tendência “é a crescente importância da reabilitação energética. Uma grande parte do parque edificado europeu necessita de intervenção, o que exige soluções que permitam melhorar o desempenho térmico sem introduzir cargas excessivas, alterar significativamente as cotas existentes ou aumentar a complexidade da obra”. A empresa verifica também “uma evolução para soluções mais industrializadas, leves e secas, com maior preparação fora do local de aplicação. Esta abordagem permite reduzir tempos de execução, dependência de processos húmidos, desperdícios e variabilidade em obra”. Outra tendência fundamental é, na perspetiva de Hugo Andrade, “a valorização do detalhe construtivo. A eficiência energética da envolvente não depende apenas da espessura nominal do isolamento, mas da sua continuidade nos vãos, coberturas, fundações, platibandas e restantes pontos singulares”. Por último, “a digitalização, a rastreabilidade dos produtos, o BIM e os futuros passaportes digitais irão tornar a informação técnica e ambiental mais acessível e mais relevante na prescrição”. A resposta da Fibran Iberia às novas exigências do mercado “parte do desenvolvimento de produtos e soluções adaptados à aplicação concreta, evitando uma abordagem baseada num único produto para todas as situações”. Ao nível térmico, “trabalhamos com soluções em XPS destinadas a diferentes zonas da envolvente, com características ajustadas às exigências de resistência mecânica, exposição à humidade, geometria e utilização previstas. Paralelamente, temos vindo a reforçar o trabalho sobre a continuidade do isolamento e sobre os pontos singulares, onde pequenas falhas de projeto ou execução podem comprometer o desempenho global da solução”. No caso do desempenho acústico, “consideramos essencial analisá-lo ao nível do sistema construtivo completo. A massa dos elementos, a desacoplagem entre camadas, o tratamento das juntas, as selagens e a qualidade de execução são determinantes. A nossa intervenção passa, por isso, pela compatibilização do isolamento térmico com os restantes componentes da solução”, explica o responsável. Em termos de durabilidade, “a baixa absorção de água, a resistência mecânica e a estabilidade do XPS permitem a sua utilização em zonas particularmente exigentes, como coberturas invertidas, pavimentos, fundações e elementos em contacto com o terreno”. Por outro lado, “soluções leves e secas, como o FIBRANxps INCLINE, e componentes produzidos à medida permitem também simplificar a instalação, reduzir cargas, minimizar desperdícios e melhorar a previsibilidade da execução”. Em suma, “a redução da pegada carbónica deve resultar desta combinação entre desempenho térmico, durabilidade, otimização do material e maior vida útil das soluções”, conclui. Na Tektónica 2026, a Fibran Iberia demonstrou que a evolução da envolvente do edifício não depende apenas da melhoria individual dos materiais, mas sobretudo da forma como estes são integrados e compatibilizados nos pontos mais críticos da construção. Um dos desenvolvimentos em destaque foi o pré-aro em XPS, uma solução concebida para reforçar a continuidade do isolamento térmico no perímetro dos vãos. “As ligações entre parede, caixilharia, isolamento, selagens e revestimentos representam frequentemente zonas de descontinuidade, com potencial para originar

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